
“Paciência. Cuja palavra não encontra-se no meu vocabulário. Possuo um certo tipo de ansiedade, que ás vezes meu próprio corpo desconhece. Costumo agir com uma equívoca impulsidade. Errada aos meus olhos, pois fazer as coisas desse modo podem ser prejudiciais. Meu corpo não corresponde aos meus pensamentos. É como se ele agisse com livre espontânea vontade, do seu modo. É assustador… Um tanto estranho. Um pouco fora do normal, nada feito para mim. Coisa de gente grande. Coisa para quem tem maturidade. […] Pensar duas vezes leva tempo demais. Esperar cansa. O amanhã ainda está longe. Nada com seu tempo, tudo no meu tempo. Tudo rápido, com probabilidade enorme de mudar. Sem ter o porquê, simplesmente porque eu não consigo esperar o velho acabar, para o novo vir. Essa minha impaciência acaba afastando as pessoas de mim. Chega a se tornar um incômodo, tanto para mim como para os outros. É tão triste. Esse sentimento avassalador. Vejo que necessito aprender a me comportar em relação a tudo que vem me invadindo. É como se um fucarão ou até mesmo um terremoto passasse por dentro do meu corpo e fizesse um desastre enorme. Totalmente irreparável. O meu modo de fazer as coisas acontecerem é complicado aos olhos de outros seres humanos. Em minha mente está tudo correto, como se fosse mil e uma maravilhas. Sou cabeça dura, confesso-lhe. Sou difícil de conquistar e conviver. Não sou amigável e muito menos fácil de se expressar e compreender. Mas sabe de uma coisa? Não me importo. Até mesmo os grandes filósofos tiveram dificuldade para mostrar tudo o que aprenderam. Até mesmo Thomas Edson fez tua experiência mil vezes para provar que estava correto… E então logo eu, um ser humano qualquer. Porque seria tão diferente?” Júlia e Larissa Nunes (mentes-expostas)